” O perigo é a manifestação se apaixonar por si mesma” Slavoj Zizek
Sobre as manifestações no Brasil.
Posted in Política on June 17, 2013 by Nelson CostaSobre a felicidade das putas.
Posted in Cultura on June 5, 2013 by Nelson CostaDo amigo Osvaldo, lá do Peroratio.
Se uma prostituta pode ser prostituta e feliz ao mesmo tempo? E mais, feliz em ser prostituta? Bem, só uma prostituta feliz pode dizer…
Ao dizê-lo, ela pode mentir? Quer dizer, ela pode dizer que é feliz, mas mentir, porque, na verdade, é infeliz. Pode…
Como o crente, que pode ser feliz sendo crente, mas também pode mentir, dizendo que é, quando, na verdade, não é…
E querem um segredo?
Eu não conheço nenhuma prostituta que diga que seja feliz, de verdade ou mentindo, porque não conheço prostitutas, mas conheço alguns crentes que juram de pé junto que são felizes, mas basta olhar no fundo dos olhos deles e ver que mentem para si mesmos…
Bate-papo com Paul Young.
Posted in Nelson Costa on May 21, 2013 by Nelson CostaFé.
Posted in Teologia. on May 13, 2013 by Nelson CostaVocê acredita exatamente nas mesmas coisas, e age da mesma maneira, do jeito que acreditava e agia há cinco anos atrás?
Provavelmente não …
Você cresceu,
evoluiu,
alterou-se,
teve novas experiências,
estudou,
ouviu,
observou,
sofreu,
refletiu,
e reexaminou a vida.
É assim que é a fé.
Aprendemos à medida que avançamos.
Fragmento traduzido do novo livro de Rob Bell: What We Talk About When We Talk About God .
Todos somos hereges! (A falácia da literalidade bíblica).
Posted in Teologia. on April 26, 2013 by Nelson Costa
Autor: José Barbosa Junior.
Somos todos hereges!
Uns mais, outros menos, mas a verdade é que todos somos.
Constantemente, seja em debates “ao vivo”, seja em debates de ideias pelas redes sociais ou em blogs, um dos argumentos que mais ouço, quando se trata de uma discussão entre “religiosos” é a velha proposição “me prove na Bíblia”.
Quero começar dizendo, para deixar claro a que este texto se propõe, que QUALQUER coisa que se quiser, se “prova” na Bíblia. Dizem até que “a bíblia é a mãe de todas as heresias”. Concordo!
Mas… heresia sempre é o que o OUTRO pensa!
O problema, quando se trata da questão do argumento “bíblico”, é que ele, simplesmente, não existe. Ou, se existe, existe imperfeito, refém de nossas interpretações e de nossas pré-leituras da própria Bíblia. Sim, por mais que nunca a tenhamos lido, quando a lemos pela “primeira vez”, antes disso já nos foi incutida uma ideia preconcebida, que acaba por delimitar nossa interpretação. Um exemplo: o “pecado original”. O texto nunca usa esse termo, e muito menos fala de “pecado” na narrativa de Gênesis, mas nós já vamos para o texto com a ideia pré-moldada: uma árvore frondosa, uma serpente enroscada nos galhos trazendo à boca uma enorme maça, linda, vermelha, e uma mulher, quase sempre loira (apesar da narrativa acontecer nas bandas do Oriente Médio), com cabelos longos e esvoaçantes que logo depois entrega a fruta, já com uma mordida, ao seu marido, de músculos bem definidos e cabelos curtos. Ele também come e, por causa disso, entra no mundo o “pecado original”. Onde estão estas coisas no texto? No texto, não estão, mas já estavam na cabeça de quem foi “ler” o texto.
Infelizmente, para decepção de muitos, lamento dizer que não existe essa coisa do “a Bíblia diz…” Deveríamos ser mais honestos e afirmar: “O que interpreto da Bíblia, neste aspecto, pode ser…”
Os que defendem a “literalidade” da interpretação bíblica são de duas espécies: os ingênuos e os mal-intencionados.
Os ingênuos são aqueles que sempre foram ensinados assim. “Irmão, a Bíblia diz que é pecado…”, “O pastor disse que a Bíblia, no original, quer dizer isso…”. Para estes, o que está “escrito”, escrito está… e deve ser seguido ao pé da letra, mesmo que isso não faça o menor sentido. Mas aqui já enfrentamos um pequeno problema: não se segue TUDO o que está escrito. O que deve ser seguido ao pé da letra é apenas aquilo que me interessa.
Acabamos por cair no segundo grupo: os mal-intencionados: gente que sabe que “não é bem assim”, mas tem que dizer que “é assim”, porque é isso que lhes confere autoridade, poder e, muitas vezes, o emprego.
Ora, qualquer estudioso minimamente honesto, sabe que não há isso que chamamos de “interpretação literal”, porque isso é simplesmente impossível.
O que há na verdade são ESCOLHAS daquilo que deva ser “ensinado” literalmente. Leia-se aqui: eu escolho aquilo que me dá poder! Aquilo que me faz estar certo e os outros errados. Neste ponto, somos todos hereges, já que a palavra “heresia” vem do grego hairesis, que significa “escolher”…e tem exatamente essa intenção: herege é aquele que escolhe (para seu proveito) o que lhe interessa de um texto.
Essa leitura literal da Bíblia é uma falácia. Ela não existe. E quando existe, como já falei, existe milimetricamente escolhida para favorecer o “meu” ponto de vista.
Os que defendem a leitura literal da Bíblia criam armadilhas das quais eles mesmos não conseguem escapar. Não conseguem, mas tentam… e sobra pra “soberania” (no caso dos históricos) ou pro “mistério” (no caso dos pentecostais, neo, etc…). É mais ou menos o “bota na conta do Papa”, frase pitoresca do filme “Tropa de Elite”.
Porque se formos totalmente literais, estamos em maus lençóis, nós e o Deus a quem dizemos servir… um Deus que mandou matar muita gente, que manda os homens todos de uma nação despedirem suas mulheres e filhos, e os lançarem ao deserto; um Deus que manda matar a família toda de um cara porque ele escondeu “despojos de guerra”; um Jesus que fica bravo porque a figueira não tem fruto (fora da estação de frutos) e manda-a secar; enfim, um Jesus que diz que, caso teu olho ou mão te façam escandalizar, é melhor arrancá-los (Ah! Não…. esse é um dos versículos que nem os literalistas gostam que seja literal)…
Você é ateu?
Posted in Teologia. on April 19, 2013 by Nelson Costa“Às vezes acho que minha missão é levar fé para os incrédulos, e dúvida para os fiéis” – Paul Tillich
Você é ateu? O que você entende por ateísmo? Como o ateísmo pode prejudicar o progresso? Que tipo de ateísmo você costuma discutir? Quantas vezes coloquei essas questões em debate – Já perdi as contas. Apesar de falar sobre Deus e sobre minha fé em Cristo, costumo acrescentar que sem a dialética a minha fé não seria nada – Que algumas vezes o meu ateísmo depende do seu teísmo – vice-versa.
Se você acredita em Zeus ou Apolo, então, sim, eu sou um ateu. Se você acredita num Deus que escolhe um único povo, que dá privilégios para os seus escolhidos, que abençoa alguns, e amaldiçoa outros, então, sim, eu sou ateu. Se você me diz detalhadamente como Deus funciona, então, sim, eu sou ateu. Se você acredita no Deus objeto dependente das lógicas até então descobertas, que desconhece a física quântica, e que ignora a tragédia para dar felicidade aos seus escolhidos, então, sim, eu sou um ateu. Se você acredita num Deus que não oferece algo a mais , e que se limita em livros ditados em topo de montanhas ou em cavernas, onde salva alguns e condena outros, então, sim, eu sou um ateu. Mas se você acredita no Deus de Einstein e Tillich, o Deus que é, em si, a realidade visível e invisível, que é conhecido e desconhecido, que opera tanto pela fé quanto pela dúvida, então eu não sou um ateu.
Quando digo isso para alguns, o diálogo acontece, porém, quando tais palavras caem em ouvidos que particularmente considero surdos, a coisa é bem diferente :
“Mas, você é um ateu? Você acredita num Deus que podemos orar? Yavé, Allah, a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, ou até mesmo Krishna? Sim ou não? “Não. Mas….”Não há um ‘mas’ aqui. Não é uma pergunta difícil. E você respondeu com sinceridade. Não, você não acredita em Deus, então, sim, você é um ateu. “







