Archive for the Cultura Category

Karen Armstrong: Vamos reviver a Regra de Ouro.

Posted in Cultura, Teologia. on November 26, 2009 by Nelson Costa

“A religião só poderá falar ao povo de nossa época se conseguir dizer uma palavra transcendente e, portanto, julgadora e transformadora. De outra forma, não será mais do que mera colaboradora do que se aceita comumente, serva da opinião pública, exercendo posições de tirania tão terríveis como as de qualquer outro tirano. Mas se nossa religião puder transcender tudo isto, em que direção deverá se mover?”

Paul Tillich

Legenda em português disponível nos subtitles.

O Mundo de Huxley.

Posted in Cultura on October 28, 2009 by Nelson Costa

- Então o senhor acha que não existe um Deus?

- Ao contrário, penso que muito provavelmente existe.

- Então, por que…?

Mustafá Mond atalhou-o.

- Mas ele manifesta-se de maneira diferente a homens diferentes. Nos tempos pré-modernos, manifestava-se como o ser descrito nesses livros. Agora…

- Como se manifesta ele agora? – perguntou o Selvagem.

- Bem, ele se manifesta como ausência; como se em absoluto não existisse.

- A culpa é sua.

- Diga, antes, que é culpa da civilização. Deus não é compatível com as máquinas, a medicina científica e a felicidade universal. É preciso escolher. Nossa civilização escolheu as máquinas, a medicina e a felicidade. Eis por que eu guardei esses livros no cofre. Eles são indecentes. As pessoas ficariam escandalizadas se…

O Selvagem interrompeu-o.

- Mas não é uma coisa natural sentir que há um Deus?

- O senhor poderia igualmente perguntar se é natural fechar as calças com zíper – retrucou o Administrador, sarcasticamente. – Fez-me lembrar outro desses antigos, chamado Bradley. Ele definia a filosofia como a arte de encontrar más razões para aquilo em que se acredita por instinto. Como se nós acreditássemos em alguma coisa, seja o que for, por instinto! Cremos nas coisas porque somos condicionados a crer nelas. A arte de encontrar más razões para aquilo em que se crê por outras más razões, isto é filosofia. As pessoas crêem em Deus porque foram condicionadas para crer em Deus.

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A areia e seus mistérios !

Posted in Cultura on October 21, 2009 by Nelson Costa

Não posso negar minha paixão pelas artes.  Por meio de uma animação na areia , Kseniya Simonova renova essa minha parcialidade, misturando história, cultura , guerra  e relatos com  grânulos minerais.

Não poderia deixar de blogar esse vídeo, após tê-lo visto no blog do Peter Rollins.

Que maravilha !

Somos os malditos mancos do universo.

Posted in Cultura, Nelson Costa on October 17, 2009 by Nelson Costa

Percebo que possuímos três diferentes cenários espirituais hoje, não somente dentro das religiões mais também de acordo com a realidade: o céu, inferno e o prevalecer.

No primeiro cenário, o céu; todas as nossas maravilhosas tecnologias entram em conexão rapidamente, conquistamos a dor, o sofrimento, a estupidez, a ignorância e até mesmo a morte. Essencialmente este céu é distinto do divino céu. Pode acontecer. Vemos diariamente ele acontecendo nas capas dos jornais.

A segunda encenação é o inferno. Nesse cenário as tecnologias disponíveis ficam a merce dos loucos e tolos. Aqueles que acreditam nessa possibilidade acham que se essas tecnologias forem usadas para o mal, a humanidade desaparecerá em vinte anos. Da mesma forma que o céu, essa encenação é digna de crédito.

O problema com as encenações do céu e do inferno é que elas são um determinismo tecnológico, de acordo com Thorstein Veblen. Ou seja, ambas as perspectivas sustentam que a tecnologia conduz a história. Dizem que os seres humanos estão longitudinalmente prontos para esse passeio, e não há muito que nós podemos fazer sobre ele.

Sendo humanista, eu puxo para uma terceira encenação, que chamo de prevalecimento. Para clarificar essa minha encenação, deixo o seguinte exemplo : Imagine um gráfico com duas curvas nele. Uma curva representa os crescentes desafios da sociedade; e a outra representa as nossas respostas adaptáveis. Se a curva de respostas adaptáveis permanecer mais ou menos lisa, quando os nossos desafios se levantarem exponencialmente, obviamente teremos um problema, devido a folga da abertura que se mantem na obtenção mais larga. Podemos supor também que as nossas respostas estão igualmente indo acima num grampo similar. Issa seria a idéia central da encenação que arrisco chamar de “prevalecer”.

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Falamos do que não sabemos; caminhamos sem direção.

Posted in Cultura, Filosofia on October 13, 2009 by Nelson Costa

Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e isto é tudo
É sobretudo a lei
Da infinita highway

Talvez alguém algum dia chamou Humberto Gessinger de louco por ter escrito a letra da música  Infinita Highway (Engenheiros do Hawaii). Como pode alguém falar sobre vida sem dar direção ? Mas se profecia existe e profeta também, talvez o louco se transformou em  profeta, e a profecia em realidade. Humberto Gessinger nessa música deixa claro um futuro muito presente.

O homem hoje se encontra desbussolado porque está sem rumo. Sem norte. Perdeu a razão.Critíca as coisas de Deus e o abraça ao mesmo tempo. Fala da vida mas não tem exemplo. A passagem do mundo industrial, ou modernidade, para a globalização, ou pós-modernidade, é a maior responsável por essa desorientação. Até então, as identidades eram organizadas verticalmente: a família, a empresa e a política eram ‘pai-orientadas’, ou seja, tendiam a um ponto superior ideal. Um dia ser como o pai, chegar à diretoria, representar o país. Na globalização, o laço social se horizontaliza, os ideais se pulverizam. Se antes o problema era “como vou chegar lá”, hoje passou a ser “aonde devo ir”.

Quando eu vivia e morria na cidade
Eu não tinha nada, nada a temer
Mas eu tinha medo, medo dessa estrada
Olhe só, veja você!

O homem já não é o sustento nem o modelo. Não é mais o parâmetro da sociedade nem da família. A produtividade não é mais o limite e o homem não consegue mais viver de aparências. Assim, ele entra em desespero. A casa e o emprego perderam as fronteiras. Portanto, eu digo que a globalização é era da mulher, porque elas conseguem se adaptar melhor a esse mundo fragmentado, com tantas mudanças e cheio de opções.

Hoje vivemos na era da divisão, da infinita highway e do contato social amplo. Cada vez mais será necessário o contato com a outra pessoa ; até para conhecer mais de si mesmo.Sem isso, seremos inacessíveis para nós mesmos.

Minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato:
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik
Ou um bitolado
Mas eu não sou ator
Eu não to à toa do teu lado
Por isso, garota, façamos um pacto
De não usar a highway pra causar impacto

Assim, depois da maturidade, só resta cair no chão. Com o passar do tempo, o homem perde a capacidade de surpreender-se. A pessoa madura recusa o novo. Costuma dizer “já li”, “já fiz”, “conheço”, “isso não é assim”, etc. É um porre a pessoa que perde o frescor do novo. Talvez, a receita é ser capaz de se surpreender com as coisas novas que a vida traz. O homem contemporâneo tem de estar pronto para todas as circunstâncias.

Cento e dez, cento e vinte
Cento e sessenta
Só prá ver até quando o motor agüenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway

U2 – Um louvor a Deus.

Posted in Cultura, Nelson Costa on September 28, 2009 by Nelson Costa

Um presente aos amigos do blog.

Divinos e exclusivos momentos que presenciei no último dia da turnê 360° do U2 do ano de 2009 – Foi uma grande experiência.

O que é o “momento” para você ?

Posted in Cultura on September 6, 2009 by Nelson Costa

U2 360° Tour.

Posted in Cultura on August 23, 2009 by Nelson Costa

Já na expectativa de presenciar o show do ano, U2 360° tour promete muito!