Se você investigar o histórico escolar dos jovens matriculados nos cursos mais concorridos das melhores universidades, descobrirá que a maioria esmagadora deles jamais gastou um segundo sequer de suas vidas memorizando falácias lógicas. Já os que recorrem a faculdades particulares de quinta categoria parecem dispender uma quantidade significativa de seu tempo fazendo isso.
Em geral, quanto mais inteligente um organismo, menor é a quantidade de regras que você precisa ensina-lo – você dá-lhe objetivos e um vocabulário argumentativo. Se, por outro lado, você adestra uma horda de idiotas indefesos contra as ameaças mais risíveis, você precisa abastecê-los com um verdadeiro arsenal de regras e truques - é um comportamento compensatório.
Imagine que Fred olhe pela janela e diga: “O solo lá fora está úmido. Deve ter chovido.” Ele está dando um argumento. O que deveríamos pensar disso? Poderíamos dizer:
Oh, querido, como o pobre Fred é medíocre! Ele obviamente está afirmando o seguinte: se chove, o solo fica úmido; o solo está úmido, portanto choveu. Se ele alguma vez tivesse frequentado um curso de lógica e erística ele saberia que ele acabou de cometer a falácia da afirmação do consequente!
Sim, poderíamos dizer isso, mas (parafraseando Haldeman parafraseando Nixon) isso seria um erro. É simplesmente desarrazoado e, na verdade, injusto, acusar Fred de cometer uma falácia assim tão flagrante quando uma interpretação alternativa deste argumento está prontamente disponível. Pois, embora Fred pudesse estar raciocinando dedutivamente e cometendo a falácia em questão, o mais provável é que ele estivesse raciocinando indutivamente, mais ou menos da seguinte maneira:





