Os mitos do Ano Bom são como leite materno para as crianças primitivas escondidas no homem pretensamente civilizado de agora. Der Leeuw não se enganou ao dizer que “conhecer o mito é conhecer a vida”. E a vida é também essa atração pela renovação do fogo sagrado, pela purificação das faltas e pela expulsão do mal, bem como essa vontade de celebrar e subverter, por instantes, a ordem normal das nossas rotinas, numa visita criativa e momentânea, embora inofensiva ao caos primitivo.
Todo recomeço, afirma Mircea Eliade, é um “illud tempus”, uma abertura sobre a eternidade. Logo, diante da oportunidade da abertura de 2011, podemos utilizar dos fatos, das desilusões, das novas descobertas e dos desafios que um dia serviram como expectativas de um momento na eternidade, para relembrarmos que no final de tudo, o recomeço sempre está disponível.
Diante desse recomeço, posso dizer que o meu passado – 2010 – diante do eterno, foi enriquecido com fatos que gostaria de registrá-los aqui diante de seus últimos suspiros :
- Fato do ano : A histórica descoberta alienígena da Nasa. Acredito que veremos o inimaginável num futuro muito próximo.
-Tristeza do ano : O derramamento de óleo no Golfo do México. E principalmente o terremoto no Haiti.
-Livro do ano : Gostaria de nominar as Escrituras Sagradas, pois gastei um memorável tempo com elas esse ano. Mas não posso deixar de falar do maravilhoso manuscrito de Slavoj Zizek: “Living in the End Times”.
-Filme do ano : Indiscutivelmente ” Inception “. Com o ator norte-americano Leonardo DiCaprio. O que é real?
-Documentário do ano : Aparentemente, 2010 foi um ano excelente em se tratando de documentários. Particularmente, posso dizer que “Waiting for the Superman” ( Esperando pelo Super-homem) me chamou à responsabilidade.
-Ação inovadora do ano: Steve Jobs e seu novo brinquedo Ipad. Mais do que recomendável. Aquisição obrigatória.
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