Há alguns anos comecei um blog e ele me levou a conhecer uma parte enorme do mundo cristão, até então desconhecido por mim. Através da troca de links e comentários fiquei conhecendo muitas pessoas interessantes, capazes e promissoras, além das que já conhecia, um monte de gente com pelo menos um traço em comum, todos apreciadores da arte de escrever. Entre essas pessoas, o Nelson Costa destacou-se rápido. Primeiro, por sua forma consistente de escrever e depois por sua sensibilidade, deixando claro que era mais do que um internauta atrás de um blog qualquer. Aos poucos, nos tornamos bons amigos cibernéticos e o Nelson resolveu escrever a presente obra, o que muito me alegrou, devido ao seu engajamento pela saúde da Igreja Cristã.
Quando fui convidado a escrever a apresentação do livro do Nelson, me senti extremamente honrado e, ao mesmo tempo, diante de um grande desafio. Acontece que estou entre aqueles que buscam permanecer na trilha da perspectiva teológica dos que buscam compreender e interpretar as tendências teológicas da atual era da informação, no bojo da pós-modernidade, que tanto tem afetado a Igreja e, principalmente, os cristãos.
O cristianismo está dividido e em crise. Esse livro não teria razão de ser não fosse assim. Pensar a crise e encontrar suas fontes poderão trazer as respostas e, com elas, as soluções.
Mas o Nelson está dando uma festa e convidando o leitor a participar. Em outras palavras, ele deseja encontrar as saídas ideais para a Igreja junto com você. Nesse caso, não haverá caminho melhor do que desafiá-lo a refletir sobre tudo que está acontecendo.
Em seu livro Quando o cristianismo não faz sentido – Discutindo sobre o futuro do cristianismo, o autor oferece mais do que uma ótima leitura teológica. Ele nos contempla, também, com competentes e corajosas reflexões em torno do que acredita ser um caminho seguro para a crise que o cristianismo está atravessando, mas deixa aberta a porta para que essa reflexão continue e, para tanto, convida o leitor a integrar-se à rede.
Assim, o Nelson reafirma sua vocação teológica para analisar a Igreja, tendo por cenário as transformações observadas entre as várias denominações cristãs, através do fenômeno da globalização, um processo de múltiplos paradigmas.
O Brasil não é, ainda, um país pródigo em produzir teólogos de qualidade. Durante a onda produzida pela chamada Teologia da Libertação, talvez o maior ganho daquele movimento,tenha sido a apresentação de um grupo relevante de bons teólogos. Creio que o Nelson, juntamente com o Paulo Brabo e mais alguns que estão surgindo a partir da nova era da informação, em um esforço comprometido com a causa proposta por Jesus Cristo e desvinculado de rótulos igrejeiros, assume papel pioneiro e corajoso no papel de teólogo e pensador dos rumos da igreja cristã brasileira, quiçá mundial, com a presente obra.
Li o manuscrito diversas vezes e desde a primeira leitura comecei a imaginar o impacto possível junto ao leitor consumidor de obras teológicas, em nosso país. Caminhei pelos editores apresentando e demonstrando minha paixão pelo material que tinha em mãos. Acho que você, leitor amigo, ficará grato e sentir-se-á privilegiado por conhecê-la e, não será surpresa para mim, se tornar-se um divulgador das ideias aqui contidas.
Acima de tudo, muitos dos nossos irmãos cristãos estão caminhando pelas ruas indagando a proposta do Nelson: E quando o cristianismo não faz sentido? Como o autor declara solenemente, não se trata de buscar ou produzir respostas imediatas, mas colocar no mercado e em discussão um tema de extrema relevância a todos nós, abrindo assim a possibilidade para, juntos, encontrarmos um caminho seguro, bíblico e ético para continuarmos a cumprir a missão que nos foi legada pelo Mestre.
Li, gostei e aprovei. Com certeza, funcionará como um consistente fio condutor na transição que estamos processando, nesse momento.
Aproveite você também, leitor amigo.
Lou Mello





